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Aspirador de pó e feminismo

Comprei um aspirador. É a liberdade em forma plástica. Havia um pesar que me envolvia na hora de varrer a casa. Talvez pela alergia , talvez pelo desconforto das vassouras ou só preguiça mesmo. O fato é que comprei um aspirador, desses verticais e com bicos.

 

Estreando o produto, fiquei maravilhada. Varre bem melhor que eu, muito mais rápido e com bem menos esforço. Mas daí, lembrei das mulheres de minha família. Sempre que falava de algumas comodidades domésticas elas retrucavam, “essas coisas não prestam”, “só gasta luz”, “eles querem o seu dinheiro”, “isso não resolve sozinho, você tem que limpar antes”, “não é a mesma coisa”. Nisso retomei uma reflexão antiga, como as atividades domésticas nos tomam tempo e como algumas pessoas que se dizem práticas acham que essa rotina tem que ser sofrida.

 

Na nossa cultura as mulheres tendem a ter mais horas dedicadas ao trabalho doméstico e em geral se sentem pressionadas a dar conta dele. Já pensaram que esse tempo poderia ser aplicado em projetos pessoais? Ser uma mãe mais presente, cuidar de si mesmo, fazer um curso e estudar, descansar, namorar…Vejo a mulherada por ai num ciclo eterno que não reproduz o que elas tem de melhor.

 

É eternamente: acordar, se arrumar, cuidar dos filhos e animais, ir trabalhar, cuidar da casa, fazer comida, cuidar dos filhos e animais e dormir. E o fim de semana é da casa. O feminismo tem ajudado para que as próprias mulheres se libertem do que a sociedade espera e sejam mais espontâneas.

 

São pequenas coisas, pequenas ações que  nos ajudam a viver melhor e mais plenamente. Agora não quero mais outra vida. Vou cada vez mais investir em soluções como o aspirador de pó. Quero cada vez mais tempo para mim…

 

Vocês tem investido em soluções domésticas? Como fazem a divisão de tarefas em casa?

Nathalia Olfeba
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